PSA alto significa câncer de próstata?+
Não necessariamente. PSA elevado pode indicar prostatite, HPB ou câncer. O contexto clínico, velocidade de aumento, relação PSA livre/total e toque retal são fundamentais para a correta interpretação.
Com que idade iniciar o rastreamento do câncer de próstata?+
A partir dos 50 anos para a população geral; 45 anos para homens com pai ou irmão afetados; 40 anos para homens com dois ou mais familiares de primeiro grau ou portadores de mutação BRCA2.
Câncer de próstata tem cura?+
Sim, especialmente quando diagnosticado em estágio localizado. A sobrevida em 5 anos para tumores confinados à próstata supera 99%. Mesmo em estágios avançados, as terapias modernas oferecem controle prolongado da doença.
Prostatectomia robótica tem mais vantagens do que a cirurgia aberta?+
Sim. Menor sangramento, internação de 1-2 dias, menor dor pós-operatória, melhor preservação da continência urinária e função erétil. A plataforma robótica permite dissecção mais precisa dos feixes neurovasculares.
Qual a diferença entre biópsia guiada por fusão e biópsia aleatória?+
A biópsia guiada por fusão combina as imagens da RM com o ultrassom em tempo real, permitindo biopsiar exatamente as áreas suspeitas identificadas na ressonância — maior taxa de detecção de cânceres clinicamente significativos e menor número de cores necessárias.
Todo câncer de próstata precisa de tratamento imediato?+
Não. Tumores de baixo risco (PSA baixo, Gleason 6, poucas cores positivas) podem ser acompanhados por vigilância ativa com PSA, RM e biópsias seriadas. A decisão é individualizada com o urologista.
O toque retal é mesmo necessário com o PSA?+
Sim. O toque retal detecta tumores que não elevam o PSA — cerca de 15-25% dos cânceres de próstata ocorrem com PSA normal. Os dois exames são complementares e essenciais no rastreamento.