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Urologia · Recife

Câncer de Próstata em Recife

Diagnóstico precoce com biópsia guiada por fusão. Prostatectomia robótica com preservação nervosa. Com detecção a tempo, a taxa de cura supera 95%.

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O que é o Câncer de Próstata?

O câncer de próstata é o tumor maligno mais incidente em homens brasileiros, excluindo tumores de pele. No Brasil, são estimados mais de 70.000 novos casos por ano. A boa notícia: quando diagnosticado nos estágios iniciais, as chances de cura superam 95%.

A próstata é uma glândula masculina localizada abaixo da bexiga, responsável pela produção de parte do líquido seminal. O câncer se desenvolve a partir das células glandulares da próstata, inicialmente de forma silenciosa — sem sintomas — o que torna o rastreamento periódico fundamental.

Fatores de Risco

👴 Idade

O principal fator de risco. Raro antes dos 50 anos; incidência aumenta progressivamente após essa faixa etária. Acima dos 65 anos, é o tumor mais prevalente em homens.

🧬 Histórico Familiar

Ter pai ou irmão com câncer de próstata dobra o risco. Com dois ou mais familiares afetados, o risco aumenta significativamente — nesses casos, o rastreamento deve iniciar aos 40 anos.

🏁 Raça

Homens negros têm maior prevalência e tumores mais agressivos em média. O rastreamento deve ser iniciado mais precocemente e com maior frequência nessa população.

🍔 Estilo de Vida

Obesidade, dieta rica em gorduras saturadas e sedentarismo estão associados a maior risco. Dieta mediterrânea e atividade física regular são fatores protetores.

Diagnóstico: PSA, Toque Retal e Biópsia

O rastreamento do câncer de próstata é realizado anualmente com dois exames complementares:

PSA (Antígeno Prostático Específico): Exame de sangue que mede a proteína produzida pela próstata. Valores elevados podem indicar HPB, prostatite ou câncer — o contexto clínico é fundamental para a interpretação correta.
Toque Retal: Permite ao urologista avaliar consistência, forma e presença de nódulos na próstata. Detecta tumores que não elevam o PSA. Exame rápido e indispensável.
RM Multiparamétrica (mpRM): Exame de imagem de alta resolução que identifica áreas suspeitas na próstata com precisão. Escore PI-RADS orienta a necessidade de biópsia.
Biópsia Guiada por Fusão: Padrão-ouro atual. Funde as imagens da RM com o ultrassom em tempo real, permitindo biopsiar exatamente as áreas suspeitas — maior precisão diagnóstica e menor necessidade de rebiópsia.

Tratamento: Prostatectomia Robótica

Para tumores localizados, a prostatectomia radical robótica é o tratamento padrão-ouro em centros de excelência. O Dr. Guilherme Palitot realiza a prostatectomia com o sistema robótico, que oferece visão tridimensional ampliada e instrumentos com 7 graus de liberdade de movimento — fundamentais para a preservação dos feixes neurovasculares responsáveis pela continência urinária e função erétil.

Prostatectomia Robótica

Remoção da próstata com preservação dos nervos eréteis. Internação de 1-2 dias, sonda por 7-10 dias, retorno às atividades em 2-3 semanas. Menor sangramento e melhores resultados funcionais.

⚡ Radioterapia

Opção eficaz para tumores localizados e localmente avançados. IMRT com proteção de órgãos vizinhos. Pode ser combinada com hormonioterapia em tumores de risco intermediário a alto.

Vigilância Ativa

Para tumores de baixo risco e baixo volume. Acompanhamento rigoroso com PSA, RM e biópsias seriadas. Evita o tratamento desnecessário e seus efeitos colaterais.

Hormonioterapia

Indicada em tumores avançados ou como adjuvante à radioterapia. Nova geração de medicamentos (enzalutamida, abiraterona) com excelente controle da doença metastática.

Recuperação Após Prostatectomia Robótica

A recuperação da prostatectomia robótica é significativamente mais rápida do que a cirurgia aberta convencional:

Alta hospitalar: 1 a 2 dias após a cirurgia
Remoção da sonda vesical: 7 a 10 dias no pós-operatório
Retorno às atividades leves: 2 a 3 semanas
Retorno às atividades físicas moderadas: 4 a 6 semanas
Recuperação da continência urinária: semanas a meses, com fisioterapia pélvica
Acompanhamento oncológico com PSA: cada 3-6 meses nos primeiros 2 anos

O Dr. Guilherme Palitot acompanha o paciente em todas as etapas — do diagnóstico ao pós-operatório — com protocolo individualizado de reabilitação e monitorização oncológica.

Dúvidas Frequentes

Perguntas Frequentes

PSA elevado sempre indica câncer?+
Não. PSA elevado pode indicar prostatite (inflamação da próstata), HPB (aumento benigno) ou câncer. A interpretação correta exige análise da velocidade de aumento do PSA, relação PSA livre/total e exame de toque retal. A biópsia guiada por fusão RM/ultrassom é solicitada quando há suspeita clínica real.
Prostatectomia robótica tem menos impacto na vida sexual?+
A cirurgia robótica permite melhor preservação dos feixes neurovasculares responsáveis pela ereção, resultando em maior taxa de recuperação da função erétil em comparação com a cirurgia aberta. A preservação depende do estágio do tumor e da técnica cirúrgica utilizada.
Posso viver normalmente após o diagnóstico de câncer de próstata?+
Sim. A maioria dos pacientes com câncer de próstata localizado, tratado adequadamente, leva uma vida normal. A sobrevida em 5 anos para tumores localizados é superior a 99%. O seguimento oncológico regular com PSA é essencial.
Com que frequência devo fazer o PSA?+
Homens a partir dos 50 anos (ou 45 com fator de risco, ou 40 com histórico familiar forte) devem fazer PSA e toque retal anualmente. A frequência pode ser ajustada pelo urologista conforme o resultado e o risco individual.
Câncer de próstata tem sintomas?+
Nos estágios iniciais, geralmente não. Sintomas como dificuldade urinária, sangue na urina ou dor óssea ocorrem em estágios mais avançados. Por isso o rastreamento anual é fundamental — o diagnóstico precoce, quando o tumor ainda está confinado à próstata, garante as melhores taxas de cura.
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