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Urologia · Recife

Câncer de Bexiga em Recife

Sangue na urina nunca deve ser ignorado. Diagnóstico precoce com cistoscopia e tratamento cirúrgico minimamente invasivo — da RTU à cistectomia robótica.

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O que é o Câncer de Bexiga?

O câncer de bexiga é o tumor maligno mais comum do trato urinário, sendo o quinto mais incidente em homens no Brasil. Origina-se do urotélio — o revestimento interno da bexiga — e pode ser classificado em superficial (confinado à mucosa) ou músculo-invasivo (comprometendo a parede muscular da bexiga).

O principal e mais importante sinal de alerta é a hematúria — sangue na urina — que pode ser visível a olho nu (hematúria macroscópica) ou detectável apenas em exames laboratoriais (hematúria microscópica). Todo episódio de sangue na urina, mesmo que único e indolor, deve ser investigado pelo urologista.

Fatores de Risco

Tabagismo: Principal fator de risco. Fumantes têm 3 a 4 vezes mais risco de desenvolver câncer de bexiga. As substâncias cancerígenas do cigarro são filtradas pelos rins e se concentram na urina, em contato prolongado com a mucosa vesical.
Exposição ocupacional: Trabalhadores expostos a aminas aromáticas (corantes, borracha, couro, produtos químicos) têm risco aumentado.
Infecções crônicas: Infecções urinárias recorrentes e esquistossomose vesical estão associadas ao carcinoma de células escamosas da bexiga.
Uso prolongado de ciclofosfamida: Quimioterápico usado no tratamento de outros cânceres pode aumentar o risco de câncer de bexiga.

Diagnóstico

O diagnóstico do câncer de bexiga é realizado por meio da cistoscopia — exame endoscópico que permite visão direta do interior da bexiga. A cistoscopia é complementada por citologia urinária (pesquisa de células malignas na urina) e exames de imagem (tomografia ou RM).

🔭 Cistoscopia

Endoscópio flexível ou rígido introduzido pela uretra permite visualização direta dos tumores vesicais. Procedimento ambulatorial com anestesia local. Padrão-ouro para diagnóstico e seguimento.

🧪 Citologia Urinária

Análise das células presentes na urina. Alta especificidade para tumores de alto grau. Complementa a cistoscopia no diagnóstico e no seguimento pós-tratamento.

🖥️ Tomografia/RM

Avalia a extensão do tumor, invasão muscular e presença de metástases linfonodais ou à distância. Essencial para estadiamento e planejamento do tratamento.

Anatomopatológico

A biópsia obtida na RTU confirma o diagnóstico histológico, o grau do tumor (baixo ou alto grau) e a profundidade de invasão — determinantes para o tratamento.

Tratamento

Tumores Superficiais (Ta, T1, Tis)

A ressecção transuretral da bexiga (RTU-V) é o tratamento inicial para todos os tumores superficiais. É um procedimento endoscópico — sem cortes — que remove o tumor pela uretra. Após a RTU, o tratamento instilado intravesical pode ser necessário:

BCG intravesical: Para tumores superficiais de alto grau. O BCG estimula o sistema imunológico local a destruir as células tumorais residuais, reduzindo o risco de recidiva e progressão.
Quimioterapia intravesical: Mitomicina ou epirrubicina, geralmente em instilação única pós-RTU ou em esquema de manutenção para tumores de baixo risco.

Tumores Músculo-Invasivos (T2-T4)

A cistectomia radical — remoção completa da bexiga — é o tratamento padrão para tumores músculo-invasivos. Atualmente, o Dr. Guilherme Palitot realiza a cistectomia pela abordagem robótica, com menor sangramento, recuperação mais rápida e qualidade técnica superior.

A reconstrução do trato urinário após a cistectomia pode ser feita por neobexiga ortotópica (nova bexiga construída com alça intestinal, permitindo micção natural) ou derivação ileal (urostomia).

Dúvidas Frequentes

Perguntas Frequentes

Sangue na urina sem dor é normal?+
Não. Qualquer episódio de sangue na urina — mesmo que indolor, esporádico ou em pequena quantidade — deve ser investigado pelo urologista. A hematúria indolor é, na verdade, a apresentação mais comum do câncer de bexiga nos estágios iniciais.
Cistoscopia dói?+
A cistoscopia com endoscópio flexível é realizada com anestesia local (gel anestésico uretral) e causa desconforto mínimo na maioria dos pacientes. O procedimento dura poucos minutos e o paciente pode ir para casa logo após.
Quem para de fumar tem menor risco de câncer de bexiga?+
Sim. O risco de câncer de bexiga em ex-fumantes diminui progressivamente após a cessação, embora permaneça maior do que em quem nunca fumou. Parar de fumar é a medida preventiva mais importante disponível.
Após cistectomia, posso urinar normalmente?+
Depende do tipo de reconstrução. Com neobexiga ortotópica (nova bexiga construída com intestino), a maioria dos pacientes consegue urinar de forma natural, com possível necessidade de cateterismo eventual. Com derivação ileal (urostomia), a urina é coletada por um dispositivo externo.
Quanto tempo dura o seguimento após RTU de bexiga?+
O seguimento após RTU é longo, com cistoscopias periódicas. Para tumores de baixo risco: cistoscopia a cada 3 meses no 1º ano, depois anualmente. Para tumores de alto risco: a cada 3 meses por 2 anos, depois a cada 6 meses. O BCG de manutenção pode ser realizado por 1 a 3 anos.
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