MITO: Vasectomia causa impotência
VERDADE: A vasectomia não afeta de forma alguma a ereção, libido ou orgasmo. O procedimento apenas impede que espermatozoides sejam incluídos no ejaculado. A produção de testosterona, responsável pela libido e função erétil, não é alterada.
Pelo contrário: muitos homens relatam melhora da vida sexual após a vasectomia, pela eliminação do medo de gravidez indesejada.
MITO: O ejaculado some após vasectomia
VERDADE: O volume do ejaculado praticamente não muda. Os espermatozoides representam menos de 5% do volume seminal — o restante é produzido pelas vesículas seminais e próstata, que não são afetadas pela vasectomia. A aparência, textura e quantidade do sêmen permanecem iguais.
MITO: A dor é insuportável
VERDADE: Com anestesia local adequada, a vasectomia causa desconforto mínimo durante o procedimento. No pós-operatório imediato, pode haver dor leve a moderada por 2-3 dias, controlada com analgésicos simples (paracetamol ou ibuprofeno).
A técnica sem bisturi causa menos dor e complicações do que a técnica convencional com incisão.
MITO: A vasectomia é sempre reversível
VERDADE: A vasectomia deve ser considerada definitiva. A reversão (vasovasostomia) é tecnicamente possível, mas os resultados deterioram significativamente com o tempo — a taxa de gravidez após reversão cai de ~75% nos primeiros 3 anos para <30% após 15 anos. Anticorpos anti-espermatozoides também podem comprometer os resultados da reversão.
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O Dr. Guilherme Palitot pode avaliar seu caso de forma personalizada — presencial em Recife ou por teleconsulta.