Hidratação: o fator mais importante
Beber água é a medida preventiva mais eficaz e mais simples. O objetivo é produzir mais de 2 litros de urina por dia — o que geralmente exige ingestão de 2,5 a 3 litros de líquidos.
A urina deve ter coloração amarela-pálida (bem clara). Urina amarela escura indica desidratação e alto risco de cristalização.
Sal: inimigo subestimado
O excesso de sódio na dieta aumenta a excreção urinária de cálcio (hipercalciúria) — aumentando o risco de cálculo de oxalato de cálcio. A recomendação é consumir menos de 2-3g de sódio por dia (equivalente a 5-7g de sal de cozinha).
Cálcio na dieta: não restringir!
Contra a intuição, restringir cálcio da dieta aumenta o risco de cálculo. O cálcio alimentar se liga ao oxalato no intestino, impedindo sua absorção. Menos cálcio ingerido = mais oxalato absorvido = mais cálculo.
A recomendação é manter ingestão adequada de cálcio (800-1.200mg/dia), preferencialmente via alimentos. Suplementos de cálcio devem ser tomados junto às refeições.
Alimentos ricos em oxalato
Em pacientes com hiperoxalúria (oxalato elevado na urina), moderação é indicada com: espinafre, beterraba, amêndoas, castanha de caju, chocolate, chá preto e goiaba. Esses alimentos não precisam ser eliminados — apenas moderados.
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O Dr. Guilherme Palitot pode avaliar seu caso de forma personalizada — presencial em Recife ou por teleconsulta.