Alimentos protetores
Tomate e licopeno: O licopeno (pigmento vermelho do tomate) tem efeito antioxidante e pode inibir o crescimento de células prostáticas. Tomate cozido com azeite de oliva aumenta a biodisponibilidade.
Crucíferas: Brócolis, couve-flor, repolho contêm sulforafano, com propriedades anticancerígenas em estudos laboratoriais.
Peixe: Ômega-3 do salmão, sardinha e atum tem efeito anti-inflamatório associado a menor risco.
Alimentos a moderar
Evidências associam maior risco com:
Gorduras saturadas: Carnes processadas, laticínios integrais em excesso.
Carne vermelha em excesso: Especialmente carnes processadas (embutidos).
Cálcio em excesso: Suplementos de cálcio em doses elevadas foram associados a maior risco em alguns estudos.
Dieta mediterrânea e câncer de próstata
Uma alimentação com vegetais, frutas, grãos integrais, azeite e fontes adequadas de proteína pode contribuir para a saúde durante e após o tratamento. Estudos observacionais associam padrões alimentares saudáveis a melhores desfechos, mas não demonstram que uma dieta isolada controle o câncer.
Perguntas Frequentes
Vitamina D protege contra câncer de próstata?
Estudos observacionais associam deficiência de vitamina D a maior risco de câncer de próstata agressivo. Porém, ensaios clínicos de suplementação não demonstraram benefício consistente na prevenção. Manter níveis adequados (>30ng/mL) é razoável para saúde geral.
Álcool aumenta o risco?
O álcool não é um fator de risco bem estabelecido para câncer de próstata, diferentemente de outros cânceres. Consumo moderado (até 1 dose/dia) parece neutro. O excesso de álcool prejudica a saúde de forma geral.
Dieta pode substituir o tratamento médico?
Não. A dieta é uma medida complementar — não substitui rastreamento, diagnóstico e tratamento adequados. Homens diagnosticados com câncer de próstata devem seguir o tratamento médico indicado.