Câncer de Próstata e Histórico Familiar: O Que Fazer
Ter um parente de primeiro grau com câncer de próstata aumenta significativamente o risco. Entenda os genes envolvidos, quando rastrear e o papel dos testes genéticos.
Dr. Guilherme Palitot 6 min de leituraCRM-PE 29401
O risco de câncer de próstata é dobrado em homens com pai ou irmão afetados. Com dois familiares de primeiro grau afetados, o risco é 3-5x maior. A influência é ainda maior quando o familiar foi diagnosticado antes dos 65 anos (câncer precoce).
Genes associados ao câncer de próstata
Mutações hereditárias em genes de reparo do DNA aumentam o risco:
BRCA2: Risco de câncer de próstata até 8x maior. Tumores mais agressivos. Rastreamento mais precoce e intensivo indicado.
BRCA1: Risco menor que o BRCA2, mas presente.
ATM, CHEK2, PALB2, MLH1: Outros genes de risco moderado.
O teste genético (painel de genes hereditários) é indicado para homens com câncer metastático ou história familiar forte.
Quando iniciar o rastreamento?
Para homens com histórico familiar positivo:
1 familiar de primeiro grau: início aos 45 anos
2 ou mais familiares: início aos 40 anos
Portadores de BRCA2: início aos 40 anos, com RM multiparamétrica anual
Tem dúvidas sobre este tema?
O Dr. Guilherme Palitot pode avaliar seu caso de forma personalizada — presencial em Recife ou por teleconsulta.
Devo fazer teste genético se meu pai teve câncer de próstata?+
O teste genético é indicado principalmente quando há histórico de câncer de próstata agressivo (Gleason alto, metastático) ou múltiplos cânceres na família (mama, ovário, pâncreas). Converse com o urologista sobre a indicação no seu caso específico.
Câncer de próstata é transmitido para filhos?+
A predisposição hereditária (não o câncer em si) pode ser transmitida. Filhos de homens com câncer de próstata associado a mutação BRCA2 têm 50% de chance de herdar a mutação — e devem ser encaminhados para aconselhamento genético.
Rastreamento genético muda o tratamento?+
Sim. Portadores de mutações em BRCA2 com câncer de próstata metastático se beneficiam de inibidores de PARP (olaparibe, rucaparibe) — terapia-alvo com excelente resposta nesses pacientes.