MITO: Vasectomia causa impotência
VERDADE: A vasectomia não afeta de forma alguma a ereção, libido ou orgasmo. O procedimento apenas impede que espermatozoides sejam incluídos no ejaculado. A produção de testosterona, responsável pela libido e função erétil, não é alterada.
Pelo contrário: muitos homens relatam melhora da vida sexual após a vasectomia, pela eliminação do medo de gravidez indesejada.
MITO: O ejaculado some após vasectomia
A vasectomia atua nos ductos que transportam os espermatozoides. Não é um tratamento hormonal. Dúvidas sobre sexualidade, recuperação e confirmação do resultado devem ser esclarecidas na avaliação.
MITO: A dor é insuportável
VERDADE: Com anestesia local adequada, a vasectomia causa desconforto mínimo durante o procedimento. No pós-operatório imediato, pode haver dor leve a moderada por 2-3 dias, controlada com analgésicos simples (paracetamol ou ibuprofeno).
A técnica sem bisturi causa menos dor e complicações do que a técnica convencional com incisão.
MITO: A vasectomia é sempre reversível
A vasectomia deve ser considerada permanente. Reversão e outras alternativas reprodutivas têm resultados variáveis e não garantem gravidez.
Perguntas Frequentes
Homem com vasectomia pode ter filhos?
Teoricamente sim, pela reversão cirúrgica (vasovasostomia). Mas a vasectomia deve ser escolhida apenas por homens com certeza de não querer mais filhos — a reversão tem resultados variáveis e não é garantida.
Quanto tempo após a vasectomia posso ter relações sem outro método contraceptivo?
Somente após o espermograma de controle (3 meses pós-vasectomia) confirmar azoospermia. Até esse resultado, espermatozoides residuais ainda estão presentes nos ductos e podem causar gravidez.
Vasectomia protege contra doenças sexualmente transmissíveis?
Não. A vasectomia não oferece nenhuma proteção contra ISTs (infecções sexualmente transmissíveis). O uso de preservativo continua necessário para proteção contra HIV, HPV, sífilis e outras ISTs.