Tipos de prostatite
A classificação da prostatite inclui 4 categorias:
- Tipo I: Prostatite bacteriana aguda — infecção bacteriana aguda. Febre, calafrios, dor perineal intensa, disúria. Urgência de atendimento.
- Tipo II: Prostatite bacteriana crônica — infecções urinárias recorrentes pela mesma bactéria. Sintomas menos intensos, mas persistentes.
- Síndrome de dor pélvica crônica: quadro de dor persistente que pode ter diferentes fatores envolvidos e requer avaliação individualizada.
- Tipo IV: Assintomática — descoberta incidentalmente em biópsia ou em investigação de infertilidade.
Prostatite bacteriana aguda: emergência
A prostatite bacteriana aguda é uma emergência urológica. Sintomas: febre alta (>38,5°C), calafrios, dor perineal intensa, dificuldade ou impossibilidade de urinar, mal-estar intenso.
O tratamento exige antibioticoterapia de amplo espectro (geralmente fluoroquinolona ou cefalosporina venosa), podendo necessitar de internação e drenagem da bexiga se houver retenção urinária.
Síndrome de dor pélvica crônica
A prostatite tipo III é frustrante para pacientes e médicos — a causa é multifatorial (neuroinflamação, espasmo muscular, disfunção do assoalho pélvico, componente psicossomático) e o tratamento é desafiador.
Abordagem multidisciplinar inclui: antibióticos (se suspeita de componente infeccioso), alfa-bloqueadores, anti-inflamatórios, fisioterapia do assoalho pélvico, acupuntura e suporte psicológico.
Perguntas Frequentes
Prostatite causa câncer de próstata?
Não há evidência de que prostatite crônica aumente o risco de câncer de próstata. A inflamação pode elevar o PSA transitoriamente, mas não é uma condição pré-maligna.
Quanto tempo dura o tratamento da prostatite bacteriana?
A prostatite bacteriana aguda exige antibióticos por 2-4 semanas. A prostatite bacteriana crônica requer cursos mais longos (4-6 semanas) para erradicação completa da bactéria do tecido prostático, onde a penetração antibiótica é limitada.
Prostatite afeta a fertilidade?
A inflamação prostática pode alterar a qualidade do sêmen (espermograma), reduzindo a motilidade e aumentando fragmentação do DNA espermático. O tratamento adequado geralmente normaliza os parâmetros seminais.